Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

I'm not crazy

Recebi um email de uma amiga expressando preocupação pelo meu estado de "sufocado". Cabe, então, uma palavra de esclarecimento. A linguagem é metafórica. Jesus explicou aos seus discípulos que o "ser discípulo" implica a negar-se a si mesmo, tomar cada dia a sua cruz e segui-lo. Ora, o que é a Cruz, senão uma metáfora para a morte? O que é a morte senão a negação da vida que subsiste em nós, por outras palavras, a morte do nosso ego, da vontade própria?
Confusos?

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Sufoco

Há dias em que eu quero gritar. Simplesmente, gritar.
Se grito, é porque estou vivo.
Há dias em que a morte me bate à porta, e eu quero, preciso, gritar.
Mas, há dias em que o ar não sai.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Ma im hakesef?

Quando a crise aperta todos perguntam: "E o meu dinheiro?"

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Orelhas de burro

As lições que Deus me quer ensinar são aquelas que eu, tantas vezes, teimo em não querer aprender.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Para alguns, um texto longo, tendencioso e que só "vê" um dos lados da questão. Para mim, esclarecedor. De qualquer forma, leiam.


Israel aos 61 anos

por Ehud Gol - Embaixador de Israel em Portugal

Israel celebra o seu 61.º aniversário. O nascimento do Estado de Israel em 1948, apenas três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, constituiu uma ocasião extraordinária, semelhante a um milagre. Uma pequena comunidade de 600 000 pessoas, rodeada de inimigos, enfrentou com suprema bravura os que tentaram destruí-la e ganharam a sua independência pagando o pesado preço da morte de 1% dos seus filhos. Muitos deles, rescaldo do Holocausto, haviam encontrado refúgio na terra dos seus antepassados.
O Estado de Israel não nos foi oferecido numa bandeja de prata. O retorno à terra, depois de dois mil anos de exílio e perseguição, foi manchado de sangue enquanto os nossos vizinhos, que não aceitavam a nossa existência, obrigaram-nos a guerras consecutivas. Porém, não tomámos a nossa existência como garantida. O nosso maior desafio, desde o início, foi a transformação da Mátria dos judeus de todos os cantos do mundo. Nesta tarefa fomos mais bem-sucedidos do que nenhum outro país. Fazendo perigar a sua própria vida, os judeus emigraram de países dispersos, em vagas de emigração de mais de uma centena de diásporas: refugiados descamisados vindos de Estados Árabes, logo nos primeiros anos da nossa existência; judeus perseguidos da Europa de Leste, nos anos 50; nos anos 70 e 90 da antiga URSS; nos anos 80, da Etiópia, numa extraordinária operação.
Conseguimos criar, com todas as diferenças de culturas, línguas e estilos de vida, um mosaico de gente orgulhosa e plena de amor incondicional ao seu país e nação. Juntos, conseguimos desenvolver um país cujo tamanho é um quinto de Portugal, metade do qual é um deserto, uma agricultura avançada graças aos kibbutzim que personificaram os mais elevados valores morais; medicina e ciência de ponta, cultura florescente, literatura, poesia, música; tudo isto num país que hoje tem sete milhões de pessoas, 20% das quais são cidadãos árabes.
Desde o primeiro dia que o Estado de Israel inscreveu na sua bandeira um verdadeiro anseio de paz com os seus vizinhos, o qual nos possibilite viver uma vida serena como os demais povos. O nosso sucesso, até agora, tem sido parcial. Há já trinta anos que temos paz com o Egipto, o maior e mais forte país do mundo árabe, o que corresponde a metade da vida de Israel. Há dezasseis anos atrás, assinámos um acordo com a OLP, o mais amargo dos nossos inimigos. Infelizmente, só uma parte dos palestinianos aceitam a nossa existência na região. Já há quinze anos que temos um acordo de paz com a Jordânia, útil para ambas as nações. Também com alguns países do Magreb, no golfo Pérsico, criámos diferentes níveis de normalização que acreditamos irão levar-nos a futuros acordos.
Falta-nos ainda percorrer um longo caminho de paz e tranquilidade, pois há factores que tentam destruir-nos. No século XX, o mundo democrático ocidental conseguiu derrotar as duas principais ameaças: Nazismo e comunismo totalitário. O mundo livre, de que Israel faz parte, enfrenta hoje outra ameaça existencial: o Islão radical que lidera o terrorismo internacional. Nós somos directamente ameaçados pelo Irão que apela à nossa destruição e tenta adquirir capacidade nuclear; e também pelas organizações terroristas do Hezbollah e Hamas.
Nem todos encaram o perigo como nós. A maioria na Europa prefere, tal como fez em 1938, enfiar a cabeça na areia. Chegou a hora da Europa abrir os olhos. A política de apaziguamento, levada a cabo por vários países europeus, como testemunhámos a semana passada em Durban II, não trará à Europa paz e tranquilidade. A política de alguns países, motivada pela ganância e não por valores morais, gera graves problemas e cria obstáculos na luta contra o terrorismo.
O Estado de Israel, ao celebrar o 61.º aniversário, prosseguirá a saga pela Paz com os seus vizinhos, mas não o fará numa posição de fraqueza. Pedimos aos nossos amigos europeus que nos ajudem a fortalecer o Processo de Paz no Médio Oriente, actuando com firmeza contra os elementos extremistas. Só desta forma, e não exercendo pressão sobre Israel, fortaleceremos os países árabes moderados, possibilitando-lhes estreitar os laços com Israel para benefício de todos
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Proporcionalidade e direitos humanos

O drama que estamos a viver na faixa de Gaza – com uma população civil já por demais martirizada a ser vítima de uma violenta guerra – suscita naturalmente, em todos os que têm na defesa dos direitos humanos uma preocupação primeira, a maior das consternações.
É verdade que é o Hamas que, de forma repetida, tem mantido uma crescente faixa de Israel sob o contínuo bombardeamento de mísseis, para além de levar a cabo operações militares contra o exército israelita, como é também verdade que foi o Hamas que resolveu, de forma unilateral, romper a trégua que tinha sido estabelecida. Contudo, perante a desproporção de meios militares e de vítimas causadas pela guerra em ambos os lados, é natural que a generalidade da opinião pública europeia considere estarmos perante uma tremenda falta de proporcionalidade, tanto quanto aos meios como quanto aos efeitos.
Também eu considero que esta guerra não irá contribuir para derrotar o fanatismo religioso terrorista de que o Hamas é apenas uma expressão local mas, pelo contrário, tenderá a reforçar a ideologia do terrorismo suicida (que os seus ideólogos denominam de "martírio").
O problema, aqui como em várias outras circunstâncias, é o de saber quais são as alternativas, e elas não apareceram até hoje, nem da parte do mundo árabe, nem da parte da União Europeia ou dos EUA. A experiência da última década demonstrou até à saciedade que para as organizações satélites do Irão a única solução aceitável é o extermínio de Israel. Cada vez que Israel recuou e entregou territórios ou prisioneiros, o único efeito que obteve foi incentivar a pressão contra si, nunca houve qualquer esforço para chegar a qualquer consenso.
Portanto, se excluirmos mais recuos unilaterais, teríamos de ter políticas muito mais inteligentes, que passassem nomeadamente pela colaboração dos países vizinhos, da Autoridade Palestiniana e da comunidade internacional na construção de alternativas viáveis para a população de Gaza ao fanatismo do Hamas. O certo é que isso não aconteceu e, portanto, a situação que vivemos agora é o resultado dessa ausência de alternativas.
Posto isto, é absolutamente inaceitável que a opinião pública internacional esteja a tentar não ver aquilo que é cada vez mais óbvio: a lógica do Hamas é exactamente a de sacrificar os seus civis como capital político para denegrir Israel, e tem-no feito de forma cada vez mais explícita.
Quando um alto dirigente do Hamas foi morto por um míssil em sua casa, acompanhado das suas quatro mulheres e vários descendentes, dias depois de começado o conflito e quando Israel tinha feito saber que iria procurar eliminar todos os dirigentes do Hamas que pudesse, a reacção daquele movimento foi de elogio. Ou seja, em vez de lamentar que perante uma situação de elevadíssimo risco um dirigente do Hamas pusesse em tão grande perigo a sua família, considerou que se tratava de uma atitude exemplar.
O Hamas está de forma deliberada a utilizar escolas, mesquitas e hospitais como plataformas para a sua guerra, exactamente com o objectivo de transformar o massacre da sua população civil em armas contra os seus inimigos, materializando a ideologia do terrorismo suicida na sua fórmula mais abjecta.
Para Israel, como tem sido claro, o valor da vida dos seus cidadãos é absoluto e tem feito tudo o que lhe é possível – e no caso da troca de prisioneiros, do meu ponto de vista, mesmo aquilo que nunca deveria ter feito – para preservar essas vidas.
Exigir "reciprocidade" nestas circunstâncias não tem qualquer sentido. Como dizia Rafsanjani – um dos antecessores de Ahmadi-Nejad – se um dispositivo nuclear israelita liquidar quatro ou cinco milhões de iranianos ainda haverá muitas dezenas de milhões de iranianos sobreviventes, mas em sentido inverso, isso significará o fim de Israel.
É aliás a mesma ideia que outro dos dirigentes do fanatismo religioso, Osama Bin-Laden, já tinha tornado célebre: enquanto vocês amam a vida, nós amamos a morte, ou se quisermos, um aggiornamento da velha expressão fascista: Que viva la muerte!
A lógica última da "reciprocidade" é a de tornar eficaz a ideologia do terrorismo suicida e é por isso que não devemos cair na armadilha deste argumento.

Bruxelas, 2009-01-08
(Paulo Casaca)

Domingo, 26 de Abril de 2009

25 de Abril

Conquistámos a Liberdade, mas ainda nos falta a Libertação. Onde estão os novos capitães de Abril?
Convite

Por falar em vida real: Podem encontrar-me, de segunda a sexta, das 7.00 às 15.00, na Rua Bernardo Santareno, 17A, Linda-a-Velha. Quem já provou os meus Cappucinos de Morango diz que são de valor.
Em dívida

Há muito, mesmo muito, a acontecer na vida real e por isso, resta pouco tempo para a virtual.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Champions League

Três quartos de Portugal estão satisfeitos porque o FCP foi eliminado. E isso deixa-me muito satisfeito.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

A morte na primeira pessoa

Quis escrever (mais) acerca da Páscoa, mas, pela primeira vez, as minhas mãos estavam pregadas na Cruz.*

*este é um post semi-metafórico

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Sexta-Feira Santa

Chegar ao Calvário não é fácil. Dor, angústia, morte do Eu, humilhação, confusão, zombaria. Não deixa de ser estranho, pelo menos para mim, que o lugar onde mais custa estar é também aquele onde estamos mais perto de ser verdadeiramente nós mesmos, ou seja, livres de todo o engano e ilusão.

Boa Páscoa.

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Nada nos fará parar.
Conhecemo-nos à mesa, como devem ser travados todos os bons conhecimentos. Longe de mim, porém, imaginar que aquela presença serena que se sentava ao meu lado escondia dentro de si rios de adoração a Deus. A sua mensagem é tão simples que chega a confundir, mas não engana os que conseguem discernir no Espírito. Nele, a transcendência não é aparência, é experiência de vida, é real. Humilde, autêntico e vibrante, são adjectivos que uso para definir o meu amigo Héber. A mensagem de "Nada nos fará parar" ecoa como um chamado à acção, à luta contra o comodismo e à coragem para viver o Reino. Em particular, eu e a minha família somos-lhe muito gratos pela bênção que a sua música tem sido para nós nas lutas e nas vitórias desta vida e pelo encorajamento que nos tem dado a "não parar".
Os avivamentos começam com pessoas que têm fome e sede de Deus. O nome do Héber fará parte do nosso, creiam.


Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

A Carta certa

Bento XVI tem razão: A abstinência sexual é a melhor solução para o problema da Sida e não só. Mas, a verdade é que a mensagem não passa. O Mundo há muito que deixou de se reger por bulas papais. O Sacro Império Romano é história menos para os próprios, evidentemente. Ao falar à escala mundial o Papa precisa entender que, na pós-modernidade, as verdades do Cristianismo não são adoptadas somente porque alguém diz: "Isto é assim porque sim". Vivemos num mundo de verdades relativas, onde as pessoas querem ser esclarecidas acerca da validade das propostas que lhes são apresentadas. Geralmente, ganha a que possui argumentos mais fortes. Ora, o argumento mais forte do Cristianismo não são os seus valores, mas o autor desses valores, O Senhor Jesus Cristo. E num mundo de verdades relativas, tentar ir a jogo sem o trunfo maior é derrota na certa, e isso é o que Igreja Católica mais tem feito: deixar Jesus fora do jogo. Não admira que a mensagem não passe.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Espalhando a Palavra

Joana: Papá, sabes uma coisa?
Eu: O que é filha?
Joana (com um ar de desapontamento): A Nádia Costa não consegue dizer «akol beseder»!

akol beseder - expressão hebraica que siginifica: tudo certo, (tudo fixe).

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Também foste convidado(a)?

Por que nos havemos de contentar com as migalhas do chão, se temos um lugar sentado à mesa? Não nos esqueçamos, contudo, de aparecer no banquete vestidos a rigor.

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Não acreditam?

Atentem para os rótulos de Jesus:

- Filho do Carpinteiro.
- Comilão.
- Beberrão.
- Amigo de pecadores e prostitutas.
- Blasfemo.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Sabes qual é o teu?

É Deus quem nos cria mas são os homens que colocam o rótulo.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Trabalho invisível

Jesus tinha muito pouco para mostrar no fim do seu ministério terreno. Três anos intensos de ministério redundaram num traidor, onze cobardes que debandaram no momento em que mais eram precisos e uma exposição pública de humilhação, impotência e descrédito. Como as aparências podem iludir. O trabalho mais importante, mais duradouro, mais poderoso tinha sido realizado no anonimato. O fruto desse trabalho tornar-se-ia visível no tempo que Deus determinou como oportuno. Esta é a lição mais dura que tenho aprendido na minha caminhada com Ele: trabalhar nas coisas que produzem resultados no Céu e esperar o fruto terreno no tempo certo.

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Rallye dos Açores



Uma viagem cheia de emoção!

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Do último post

Um esclarecimento: Não estou obcecado com Satanás. Porém, tenho entendido, com custo pessoal, que uma das maiores vitórias que ele pode alcançar sobre um cristão é mantê-lo entretido com a sua própria agenda, ignorando consequentemente a agenda de Deus. Na verdade, daqui deriva outra vitória sua: a de nos fazer pensar que a nossa agenda coincide com a agenda de Deus.
Oh tempo, não voltes para trás.

Durante algum tempo permiti que satanás me envolvesse na discussão acerca de modelos de Igreja. Desse tempo reconheço a vaidade que envolve toda essa "discussão". Mas, Deus não está interessado em Igreja Institucional, Emergente, ou outra qualquer. Deus está interessado que o Seu Reino seja implantado na terra. Este é o tempo.O resto do tempo é assunto de homens e de satanás!
Desde há um tempo para cá que a minha avaliação não se centra em tratados teológicos, declarações de fé, ou mesmo supostas elevações espirituais. Neste tempo, procuro homens segundo o coração de Deus! Curiosamente, tenho encontrado alguns, o que me deixa muito animado e sem tempo para trivialidades.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Quarta-feira de cinzas

Não sei se me entristece mais a figura triste das crianças mascaradas ou a triste figura dos pais que as exibem.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Eureka!

"Antes, santificai a Cristo, como Senhor, no vosso coração."

1 Pedro 3:15a

Eis o código da vinci, o santo graal, o mistério cabalístico, a pedra filosofal! Se ao menos conseguirmos entender e praticar isto. Os maiores desafios da vida são os mais simples. Não duvidemos.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

O efeito Zaqueu



Em O meu nome é Earl, o personagem principal é motivado pelo Karma a reparar o mal que fez a outros. Dir-se-ia que a ideia é apenas uma adaptação do que, há dois mil anos atrás, Zaqueu se dispôs a fazer depois de um intenso jantar com Cristo. Considerar e reparar os erros do passado pode e deve ser uma evidência do Espírito Santo em nós.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

O efeito João Baptista

A diminuição do Ego como sinal de grandeza.